sexta-feira, 22 de maio de 2009

A AMEAÇA E O CONTROLE

Conta-nos a Bíblia, em um dos mais ricos episódios dos evangelhos, que Jesus, o grande Mestre, fazia uma travessia de barco com os seus discípulos, indo de Jerusalém a Cafarnaum. A viagem transcorria tranqüila, sol claro, ventos calmos e águas serenas. De repente a calmaria se transformou em uma tempestade, os ventos sopraram em sentido contrário, o sol desapareceu e as águas revoltas geraram ondas violentas. O barco ameaçou naufragar, o pânico se instalou a bordo.

As narrativas bíblicas retratam facetas da nossa existência. Muitas pessoas já experimentaram algum tipo de situação em que de repente, do casamento, as finanças, os relacionamentos à saúde, tudo se transtorna. A vida transforma-se em um grande caos.

Na verdade, nunca estamos preparados para as tempestades ameaçadoras. Geralmente, quando uma tragédia bate à nossa porta, a primeira reação é de revolta. Achamos que Deus está sendo injusto conosco. Ingenuamente, imaginamos que somos imunes as calamidades da vida, o que é puro engano. Ninguém está isento de provações.

Quando nosso barco ameaça naufragar, entramos em pânico também. Nossas defesas, uma a uma, vão sendo destruídas, ficamos debilitados e nossas esperanças vão sendo espalhadas pelos ventos. O casamento desmorona, as finanças entram em colapso, as enfermidades se instalam e os amigos se vão. Nos sentimos abandonados! Tudo fica muito sombrio ao nosso redor e as águas turvas inundam o nosso mundo.

Em meio a um vendaval destruidor, precisamos tomar duas atitudes positivas: coragem para lutar e esforço para manter viva a esperança. Todo vento forte, também é vento transitório.

A sabedoria bíblica nos garante em Mateus Cp 8. V 23 ao 26, depois da tempestade, vem a bonança. Logo toda crise é passageira, até mesmo as mais turbulentas.

Não é fácil agir com serenidade quando tudo é ameaçador. Contudo, quem não sabe manter a calma em meio às turbulências, não saberá jamais encontrar o caminho das águas tranqüilas. Haverá sempre um porto seguro na rota dos oceanos. Certamente, uma praia serena espera por nós.

No episódio bíblico, quando os discípulos de Jesus perceberam o “quase naufrágio”, clamaram por Ele e logo foram socorridos. As águas e os ventos Lhe obedeceram, a paz voltou a bordo.

Quando alguma tempestade tentar ameaçar-lhe a vida não entre em pânico. Não permita que a revolta domine seu coração. A vida também é feita de experiências amargas. Na agenda da nossa existência está a possibilidade de turbulências e tempestades.

O importante é lembrar que Deus está em nosso barco. Não vamos naufragar! David, o salmista, sabia disso quando afirmou no Salmo 30 V 5: Ainda que o pranto dure uma noite, a alegria vem pela manhã. Tudo está sob o controle do Altíssimo!

Pr. Wilson Santana
João Pessoa, 25 de abril de 2009

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